sábado, 14 de julho de 2007

Um corpo que boia


"(...) Um corpo morto, boiando no mar indo ao sabor das ondas, de lá para cá, deixando-se levar não pelos seus anseios individuais, mas pelos desejos de uma vida real (...)". Andre Mustafá

sexta-feira, 13 de julho de 2007

INSTANTES de Jorge Luiz Borges

Foto: Mario Cravo Neto, com o titulo: "SACRIFICE" 1989

“Se eu pudesse viver novamente minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros. Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais. Seria mais tolo ainda do que tenho sido, na verdade bem poucas coisas levaria a serio. Seria menos higiênico. Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria mais rios. Iria a mais lugares onde nunca fui, tomaria mais sorvete e menos lentilha, teria mais problemas reais e menos problemas imaginários. Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e produtivamente cada minuto da sua vida; claro que só tive momentos de alegria. Mas, se pudesse voltar a viver, trataria de ter somente bons momentos. Porque, se não sabem, disso e' feito a vida, só de momentos, não percas o agora. Eu era um desses que nunca ia a parte alguma sem um termômetro, uma bolsa de água quente, um guarda chuva e um pára-quedas; se voltasse a viver, viajaria mais leve. Se eu pudesse voltar a viver, começaria a andar descalço no começo da primavera e continuaria assim ate o fim do outono. Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças, se tivesse outra vez uma vida pela frente. Mas, já viram, tenho 85 anos e sei que estou morrendo. Pena que só chegamos a esta conclusão no final de nossas vidas”.
Jorge Luiz Borges era argentino e morreu na Suíça
em 1987 de câncer é considerado um dos maiores escritores desse século.

domingo, 8 de julho de 2007



"(...)Surge a face do homem escondida pelo tranqüilizador e emoliente conceito de sapiens. É um ser duma afetividade intensa e instável, que sorri, ri, chora, um ser ansioso e angustiado, um ser gozador, ébrio, extático, violento, furioso, amante, um ser invadido pelo imaginário, um ser que conhece a morte, mas que não pode acreditar nela, um ser que segrega o mito e a magia, um ser possuído pelos espíritos e pelos deuses, um ser que se alimenta de ilusões e de quimeras, um ser subjetivo cujas relações com o mundo objetivo são sempre incertas, um ser sujeito ao erro e à vagabundagem, um ser úbrico que produz desordem. E, como nós chamamos loucura à conjunção de ilusão, do excesso, da instabilidade, da incerteza entre real e imaginário, da confusão entre subjetivo e objetivo, do erro, da desordem, somos obrigados a ver o Homo sapiens como Homo demens".O Paradigma Perdido: A natureza Humana de Edgar Morin
... com a fuligem do ferro...
... a presença do aço...
...os aros de magnésio
...os anzóis de titânio, não me deixam cair.
Fico teso no portal,
olhando nas pontas das unhas o buraco negro.
Se eu tropeçar, meu Anjo de Ferro, aperta o meu coração e
me esfola com seu abraço carinhoso.
(...)
Me faz retornar o posto de trabalho. Sempre!
Quem sabe o cão olhe por entre as frestas da porta...da porta que está de baixo dos pés. A porta é o segredo, onde calça e sustenta o mundo. Onde firma nossas cabeças... onde as mesmas rolam... de onde tudo volta. É lá onde o cão esconde o osso.Onde Druva mora e seu olho não se fecha... onde nunca lacrimeja. Um olho que come cabeças. Olho que tudo vê sem respirar... Druva a minimalista incansável onde o atonal se expressam de forma clara e ruidosa. Então que firam os ouvidos!!!! Clama Druva de seu olho.
Graduado pela Universidade Federal da Bahia UFBA, Escola de Teatro, no curso de Bacharelado em Direção Teatral. Idealizou o cenário do show “Ma Shi Oh”, da Banda Crack dentro do Projeto “Canta Nordeste”, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves - TCA. Gravou o curta metragem “Amor em Dois Tempos”, com participação especial de Vera Holts e Guilherme Leme. Na UFBA foi selecionado para o Projeto Integrado de Pesquisa PIP do CNPq, realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas PPGAC. Fez a direção artística de diversos espetáculos entre eles: “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley, “As Três Águas” contos afro-brasileiros, e “O Pequeno Príncipe” de Saint-Exupeury. Desenvolveu espetáculos no Núcleo de Estudos do Teatro Popular NETPOP/UFBA e atualmente trabalha na coordenação técnica do Espetáculo Cuida Bem de Mim no LICEU.